segunda-feira, maio 21

Post macunaímo-morettiano


Após 16 horas de uma dura e intensa maratona negocial, ao Herói só acorria uma frase "Ai que preguiça". Apesar da sensação do dever cumprido, o Herói experimentava o estranho sentimento de estar num Mundo que conhecia, mas teimava em não perceber. Um Mundo onde a baixeza e os instintos vis imperam, mas onde - certamente por milagre - se conhecem alguns pedaços de criação dignos de ser conhecidos. Apesar de tudo, o Herói não deixou de sentir a sensação de passear pelos corredores da alta finança galopando na sua Vespa, de óculos escuros e sempre com observações irónicas, prontas a brindar os interlocutores enfiados em fatos escuros e com forcas ao pescoço. Compreendia-os, apoiava-os, incentivava-os, mas não deixava de sentir uma compaixão paternalista pela pequenez das suas condutas. Tem mais não?

4 Comments:

Blogger S.B. said...

Serei eu das únicas pessoas a não gostar de Querido diário? Apesar de gostar muito do tributo a Pasolini...

9:46 da manhã  
Blogger Tiago Barra said...

"Perdoai-lhe que eles não sabem o que fazem".


O herói é também devido ao que aqui foi dito, meu amigo. Perdão. Meu Grande Amigo!

11:20 da manhã  
Blogger Hugo said...

gosto de filmes sobre Cinema e de cineastas politicamente empenhados...

Grande Barra, não te pago para fazeres elogios! :-)

10:01 da tarde  
Blogger Luís A. said...

Grande Morreti...ainda por cima estão aí novos filmes dele em dvd. Abraço

1:45 da tarde  

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