quarta-feira, junho 14

Intervalo

Em dias cinzentos como este, em que o plúmbeo das nuvens faz jorrar água, lembro-me sempre destes versos de Manuel da Fonseca quando olho para o rio:

"Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar

Lava-a de crimes espantos
de roubos, fomes, terrores,
lava a cidade de quantos
do ódio fingem amores (...)"

O Cinema segue dentro de algumas horas.