sexta-feira, setembro 14

Bella ciao

Por cá gosta-se de cantares de resistência, mesmo quando são estrangeiros:
"Una mattina mi son svegliato,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
Una mattina mi son svegliato,
ed ho trovato l'invasor.

O partigiano, portami via,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
O partigiano, portami via,
ché mi sento di morir.
(...)"
Devidamente sonorizada - e não só - pelo inimitável César. A Deus o que é de Deus, a César o que é de César. Aliás, esta coincidência permite, também, dizer estoutra coisa: este é um Cinema de resistência. Contra o lugar comum, contra a banalização, contra um sistema pré-estabelecido, tentando impor uma certa forma de fazer Cinema, que prima pelo sublime poético. Essa, sim, é a postura de um realizador que se preze: mais do que narrar uma qualquer história, há que curar de afirmar uma mundividência própria. Eis a marca do Autor.