sexta-feira, abril 11

É policial? Não. É celestial

"(...)Não vos deixo preplexos,
Meus amigos! E não temais! Os filhos da terra
receiam quase sempre o que é novo e estranho,
Ficar em casa, fechado em si, apenas é próprio
Da vida das plantas e do animal satisfeito.
Limitados ao que possuem preocupam-se
Com a sua subsistência, e mais longe não chega
O sentido da sua vida. Porém, finalmente
Têm de sair, esses timoratos, e com a morte regressa
Cada um ao elemento, para que nele
Reencontrem, como num banho, a frescura
De uma nova juventude. Aos homens foi dada
A grande alegria de se rejuvenescerem a si próprios(...)"

Der Tod des Empedokles, de Hölderlin na tradução de Maria Teresa Dias Furtado (Relógio d'Água, 2001. Excerto retidado de p. 155)