quinta-feira, março 29

Fim não. (Re)começo (post ligeiramente autobiográfico)

...ou de como, quando menos esperamos, abraçamos de novo a vida, os que não são caros e nos redescobrimos, criando e recriando. Na sequência final de "Otto e mezzo" é precisamente isto que vemos: a redescoberta e o abraçar da vida. Guido, o cineasta em crise, logo após o falhanço da conferência sobre o seu novo filme (com o consequente suicídio mental), imagina um filme completamente novo e começa a dirigi-lo. Porque aquilo que julgamos ser o fim, nunca o é verdadeiramente. E assim vem o carrossel da vida, com o tapete estendido e as portas abertas, sempre prontos a servir de cenário ao espectáculo circense a que aquela se resume. Como bónus temos a inesquecível pauta do mágico cúmplice de Fellini: Nino Rota.